Palavreando: conto A primeira vez nunca esquecemos

segunda-feira, 22 de maio de 2017


A primeira vez nunca esquecemos

            Sempre acreditei que a primeira vez nunca esquecemos e por isso sempre tentei que elas fossem especiais. Ah, ainda lembro, como se fosse o hoje: o primeiro dia que matei aula.  Logo eu, a menina que sentava na primeira carteira da fileira e sempre tirava notas boas. Mas eu me deixei levar por aquela sensação de “quebrar regras”.

            A aula era de educação física. Você pode estar pensando: tantas aulas e a garota escolheu logo esta? Mas entendam duas coisas: uma, eu detesto atividade física e segundo, qualquer fuga era de me deixar tremendo. Deixei eu ser levada pela minha amiga até a lanchonete da escola e ficamos lá, sentadas em um canto, conversando.

            A escola era grande e tinha somente um monitor. A chance de sermos encontradas era bem baixa, ela disse. Minha amiga era a experiente e eu a boba medrosa que toda hora ficava olhando para ver se íamos ser pegas. Mas tudo bem, naquele dia tudo correu bem. Entretanto eu nunca mais matei aula. 
         
           A primeira vez que vamos a um show também me lembro. A sensação de poder fazer algo. A tão famosa maioridade. Não que eu tenha me encaixado. Nunca foi muito o meu tipo. Mas tinha algo de diferente em estar ali, em meio a tantas pessoas. As luzes... Foi diferente. Às vezes o diferente é bom. 

                Ah e a primeira vez que andei em uma montanha russa? Me senti tão detentora de coragem. Senti aquele frio na barriga, o medo de cair, mas foi divertido. A adrenalina na veia. Repetiria? Sem dúvidas! Um pouco de radicalidade faz bem, ué. 

            Lembro-me um pouco melhor ainda da primeira paixonite. E da primeira paixão. Porque tem diferença, certo? A minha primeira paixonite foi por um garoto da turma abaixo de mim. Mas ele era tão mais alto que eu, o que tornava tal fato irrelevante. Lembro de como tudo aconteceu. Estavamos passando pelo corredor, naquela agitação de fim de intervalo. Ele tropeçou em mim, não pediu desculpas e quando me virei me deparei com um par de olhos verdes lindos.

            Meu coração parou naquele momento. Senti algo diferente, uma pena que ele não. Foi-se embora. Porém eu não era mais a mesa. Aaah, os doces quatorze anos. Eu passei a observá-lo nos intervalos. Como ele era com os amigos, sozinho.

Eu não tinha um pingo de coragem de ficar no mesmo metro quadrado. Eu simplesmente passava mal. As borboletas em minha barriga pareciam não acabar nunca. As pernas bambeavam. Sei disso porque uns amigos tentaram nos aproximar. Lembro-me de escrever poemas. De ouvir This is me direto e nos imaginar. Um dia passou, tão rápido como veio. Mas nunca esqueci.

Tampouco esqueci da primeira declaração que recebi. Meu coração saltava em meu peito tão nervoso, mesmo eu sabendo de antemão o que aconteceria. Mas para certas coisas nunca estamos tão prontas. E ali, sentada no pátio da escola, eu senti um dos primeiros dramas de adolescência clichês. Amizade ou namoro? Eu não sabia.

E para ele eu gostaria de dizer, foi uma bagunça doida, aquele período, não é? Mas deu tudo certo e tomamos os caminhos que deveríamos tomar. Eu nunca fui de adiantar nada e acho que foi o melhor o fim que tomou.

A primeira paixão foi a pior de todas. E a melhor. A que um dia me fez ficar na bad e hoje me arranca umas boas risadas. E eu acho que a vida tem que ser assim mesmo. Devemos rir de tudo que aconteceu. É mais fácil do que guardar rancor. E eu guardei, sabe? Por um tempo.

E acho que até isso não esquecemos. A primeira vez que queremos tanto, mas dizemos não. Um não com uma dose de orgulho com amor próprio. Ora, quem gosta de ser trouxa?

Mas nunca esquecemos. O frio na barriga, a vontade louca de conversar, as disputas – aquela tática falível de mascarar -, de tudo. De quando corava quando ficava com vergonha. De quando mentiu. Nada, nada esquecemos. Mas aprendemos a lidar. Cada coisinha em nossa vida faz parte do crescimento, não é?

E crescer não dói? Sim! Dói e muito. Mas você verá, acredite, que sairá muito maior que tudo isso. Eu sempre tentei encarar minha vida como um roteiro de um livro ou algo assim. Tudo que me acontecia era intenso demais e eu gostava, até. Me fazia sentir viva.

Uma pena que quando a gente cresce perdemos um pouco do anseio de fazer tudo perfeito. Esquecemos daquela pessoa que fez de tudo para dar o seu primeiro beijo especial. E não deu certo. E você acaba aceitando um menos. Com uma pessoa menos.

E não, também sei que não vamos esquecer. Vamos tomando os rumos em nossa vida, cabe a nós descobrir o que fazer com cada uma dessas situações. Eu escolhi fazer delas pilares do meu fortalecimento. E você? O que escolheu?




Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Resenhando: 1+ 1 a matemática do amor, de Vinicius Grossos e Augusto Alvarenga

domingo, 21 de maio de 2017

Oiiie fãs de leitura!! Como vão??

A dica hoje é mais um nacional! Ele foi escrito pela dupla de autores amigos Vinicius Grossos e Augusto Alvarenga. 

O livro conta a história de Lucas e Bernardos, dois amigos de infância. Daqueles que são amigos desde a barriga porque os pais são melhores amigos. Então desde muito cedo eles aprenderam a fazer tudo junto. E se precisasse, era só pular o muro. 



Porém, nestas férias, eles receberam a notícia de Bernardo se mudará para Portugal. Eles ficam chocados, afinal, como viveriam um sem o outro?? Lucas e Bernardo fazem um trato então: comemorar as férias como se ele não fosse embora. 

Lucas fez uma programação para cada dia e no dia seguinte já põe em prática. E aí eles começam a sentir coisas estranhas. Toques comuns antes passam a eletrizar, surge uma urgência na presença... 

E dúvidas começam a surgir e ao mesmo tempo que as respostas veem, outros medos começam a surgir. E eles tem que enfrentar a família, a cidade e a si mesmos.


O livro é contado pela versão de Lucas e Bê, o que é ótimo, pois nos proporciona conhecê-los melhor. Nos tornamos íntimos! E eles são jovens divertidos demais! Aah, você sem dúvidas vai querer ser amigo deles (bom, eu quis hahaha). 

A escrita dos autores é super fluida e te prende do ínicio ao fim. Eu simplesmente não queria parar de ler, porque queria descobrir junto com eles cada momento e ver como lidariam. Eu ficava na contagem regressiva da viagem, o que me dava um aperto no peito. 

O livro tem essa diagramação linda!!! Repleto de ilustrações dos personagens o que ajuda a compor uma experiência bem inusitada. 

Eles trataram de todas as questões  que podem surgir no momento da descoberta da nossa sexualidade, a estranheza que pode gerar descobrir do que realmente gostamos e a pitada de insegurança que poderia surgir ao enfrentar a família. 

Eles não romantizaram muito. Teve homofobia? Sim! Não dá para falar do assunto sem tratar disso. Talvez a sorte do Lucas e do Bê tenha sido uma família amorosa. Que os ama acima de qualquer coisa, que talvez não seja a sorte de muitos jovens por aí. 


Não deixem de conhecer esses jovens! Vamos aprender mais um pouco sobre a coragem de enfrentar nossos desejos, sonhos/ Não deixaremos de nos impor por nada. Sem medo das reações. Super super indico!

Quem leu? Gostou ou não? Vocês lerão? Contem-me! :D

Beijos!





Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Palavreando: conto Irmandade

sexta-feira, 19 de maio de 2017
Foto: reprodução

Irmandade

Maldito relógio biológico! Grunhi baixo no travesseiro. Uma olhada rápida no relógio sobre o criado no travesseiro me mostravam que ainda não eram nem sete horas da manhã. O clima amanheceu bem friozinho e eu não tive forças para levantar. Puxei as cobertas mais sobre o rosto e me encolhi. Tinha tempo...

Ou achei que tivesse. Ouvi a voz de Rebecca um pouco ao longe, me chamando. 

- Oi... - sussurrei.
- Levanta, Bru! - ela puxou as cobertas - Hoje é o dia D! 

Quando ela falou isso eu sentei muito bruscamente na cama. Caramba! Como pude esquecer? Passamos um mês planejando como seria nosso último dia juntas. Rebeca embarcaria amanhã para um intercambio em Portugal. Não consigo me lembrar de um dia em que não tenha compartilhado com ela de alguma maneira. 

Sentiria falta das brincadeiras no jantar, das mensagens bobas trocando durante o dia a dia, do ombro amigo, das aulas de violão (que eu nunca aprendia direito), de cantarolarmos juntas no Karaokê. Como viveria um ano assim? 

- Já estou de pé! - levantei sorridente, abraçando-a. 

Ela estava com seu pijama rosa de unicórnio. No frio ela adorava usar esses pijamas de flanela estampados. Houve uma época em que usávamos os mesmos pijamas, em uma brincadeira de sermos gêmeas por uma noite. 

Alguns minutos depois estávamos prontas, comenda na cozinha silenciosa de casa. Mamãe havia preparado um bolo de chocolate na noite anterior e foi isso que devoramos, aos risos. Fomos até o quarto de nossos pais e depusemos um beijo em cada um. Colocamos o bilhete sobre a mesa da cozinha relembrando para onde íamos. E saímos. 

O prédio ainda estava bem silencioso, despertando gradativamente. Passamos na garagem para pegarmos nossas bicicletas. Morávamos em um bairro tranquilo e próximo dali havia um bosque. Ah, como brincamos ali durante a infância. 

Foi ali que decidimos começar. Pedalamos, em uma silenciosa corrida, contando bobagens. Rir era tão fácil! Os conhecidos sempre admiraram a cumplicidade que tínhamos. Mas não é para isso que servem as irmãs? Serem aquelas amigas que estão sempre perto? Ora, foi o que sempre ousei pensar. 

E talvez por isso tivesse me doendo a partida. Se afastar nunca é fácil. 

- Um pedaço de paraíso perto de casa - ela disse, se aproximando mais de mim - Não acha? 

- Sem dúvidas - sorri. Amávamos a natureza! Herança de nossos pais biólogos. E que tentávamos espalhar sempre - Olha só - apontei para alguns passarinhos sobre a árvore. 

Paramos para olhar. Eles pipilavam sem parar. Sorrimos, bobas, em cumplicidade. Ela me abraçou e continuamos o caminho de pé. 

- Acho que é melhor para não perdemos nada - ela cochichou, para não assustar os animais. Nunca tinhamos vindo tão cedo. 

O despertar da natureza é mágico. Sentamos em uma pequena clareira mais à frente e deitamos em uma toalha que levamos. Ficamos ali por um tempo, sentindo cada efeito daquela magia em nós. 

Tudo ia dar certo, no fim. Um ano passaria rápido e além disso, irmandade não depende de distância. 


* Esse é mais um texto feito para o desafio Imagem & Palavra. Dessa vez a inspiração foi a imagem acima. Espero que tenham gostado!

Beijos!




Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Resenhando: Sonhos, da autora Mari Scotti


Oiie leitores, tudo bem? 

Nesta sexta feira chuvosa no Rio de Janeiro trago para vocês a resenha do livro Sonhos, segundo volume da série Nefilins, da nossa autora parceira Mari Scotti. Vou tentar resenhar sem contar spoilers rs 

Se você ainda não leu a resenha do livro Insônia, primeiro volume, você pode ler aqui

Poderíamos dizer que Suzannah tinha uma vida "normal". Depois de perder seus pais aos sete anos, ela passou a morar com os avós que detinham uma condição de vida muito boa. Suzannah, então, sempre viveu bem. Tinha conforto, avós que a amavam, era querida pelos empregados da casa. Ela só tinha um problema, na verdade. 

Ela não conseguia dormir. Isso, mesmo! Toda noite ela acordava de madrugada e não conseguia dormir. Então, ela pegava seu livro e pulava o muro para a casa do vizinho. Eles tinham um carvalho onde ela amava ler.

Foi em uma dessas noites que ela conheceu Pietro. Ela só não imaginava os perigos que aquilo poderia trazer para sua vida! (Uma breve apresentação da série, a partir daqui tratarei especificamente do segundo volume). 



Em Sonhos, Suzie tem que lidar com outro tipo de problema: suas escolhas. Perante o Céu ela ainda era considerada criança e seus atos no primeiro livro foram julgados levando isso em conta. 

Mas agora Suzie vai completar 18 anos. Isso quer dizer que como filha de um quase anjo, ela tem que fazer uma escolha, que não é tão fácil quanto se parece. Céu ou Inferno? Querer o Céu é fácil, dificil é conseguir se livrar das tentações que a levariam ao Inferno. 

Em meio a isso, ela vai lidar com descobertas dolorosas, guerras entre demônios e anjos e estudo. E porque nada nessa vida é fácil, Suzie ainda se ver de coração partido porque ama alguém que não pode ter (quem nunca?). 

Nesse livro vemos mais claramente quem de fato Suzannah ama, o que pode ter deixado algumas pessoas em dúvida no primeiro livro. Mas te confesso que também fiquei em dúvida com Suzannah. 

Pierre (Arthur) neste livro está cada vez mais inseguro e à medida em que é obrigado a lidar com a presença de Pietro isso aumenta. O que faz com que ele tenha algumas atitudes bem chatinhas. Mas, convenhamos, Pietro tem seu charme. 

Você vai rir bastante com tantos questionamentos de Suzie. Mas quem não ficaria tonta com tantas coisas acontecem em um período de tempo curtissimo? Sem falar que são situações que NUNCA imaginaríamos sermos capazes de vivenciar! 

Eu fiquei viciada no livro e não conseguia parar de ler até acabar. Se você ama livros com anjos, regados a romance e muita aventura, a série Nefilins é para você! E partiu terceiro livro!

O que acharam? Já leram?

Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Projeto especial: 20 coisas sobre livros

quinta-feira, 18 de maio de 2017
Oi pessoal!

Meu nome é Andy, tenho 21 anos, sou completamente apaixonada por literatura e pensando nesse amor e no quanto gostaria de dividi-lo com outras pessoas, criei o blog Divagações de Leitora.

Estou invadindo o blog hoje para o Projeto 20 coisas criado pela Heloísa do Blog Onde cê vai loko? e a Michelle do Blog Michellandia. 20 blogs foram escolhidos para participar do projeto e ele consiste em formarmos duplas e escrevermos 20 coisas sobre o blog alheio.


Estou gostando muito de participar desse projeto e apesar de ter sido um pouco difícil, escolhi 20 coisas sobre livros para compartilhar com vocês.

1 Ler é um hábito que tenho desde pequena. Sempre amei ler e por mais incrível que possa parecer ninguém na minha família tem esse habito.

2 Sou muito eclética com leitura. Leio praticamente tudo e não tenho um gênero literário favorito.

3 Leio a qualquer hora e em qualquer lugar. Barulhos não me atrapalham, mas há pessoas bem irritantes que me fazem muita raiva as vezes rs.

4 Amo fazer meus próprios marcadores. Onde moro não tem livrarias e eu nunca tive acesso a marcadores referentes aos livros, já ganhei alguns, mas meus preferidos são os que eu fiz.

5 Sou apaixonada por livros clássicos e literatura nacional. Foi com esse tipo de leitura que comecei minha caminhada literária e esse amor me acompanhou ao longo do tempo.

6 Apesar de ler há muito tempo não tenho muitos livros. Eu sempre peguei livros emprestados em bibliotecas e meus primeiros livros foram doados. Comecei a realmente comprar livros em 2014 e hoje tenho cerca de 160 livros.

7 Eu amo livros antigos. Sabe aquelas edições bem antigas, que geralmente só tem o título do livro na capa, simples, mas bem feitas e com capas de couro? Pois é, eu amo essas edições, mesmo quando as letras são pequenas.

8 Folhas brancas, letras pequenas, edições econômicas, nada disso atrapalha a minha leitura.

9 Amo ir em bibliotecas e até hoje gosto muito de pegar livros emprestados. Gosto do cheiro, de olhar pelas prateleiras e me sinto muito confortável.

10 Atualmente eu tenho lido muitos ebooks, mas não há nada melhor do que ter o livro físico.

11 Não gosto de ler mais de um livro ao mesmo tempo, prefiro me dedicar totalmente a leitura de um livro antes de começar outro.

12 Nunca passei por uma ressaca literária.

13 Eu não compro livros pela capa. Nunca comprei um livro só por ter a capa bonita, sem saber nada sobre a história.

14 Amo livros de sebo. Acho muito interessante quando o livro vem com algo do leitor anterior e não ligo se o livro tiver anotações.

15 Meu sonho é ter uma estante enorme em casa. Mas quem não sonha?

16 Eu sou louca pra ir a uma feira de livros e meu sonho é ir um dia na Bienal.

17 Muitas pessoas pediram meus livros emprestados e nunca mais devolveram, perdi muitos livros assim, mas prefiro que não me devolvam a me devolverem o livro todo estragado ou sujo, tenho vontade de matar.

18 Sempre levo um livro para onde quer que eu vá, mesmo que eu saiba que não vou ter tempo de ler.

19 Quando vejo uma pessoa lendo fico muito curiosa para saber qual livro é e para conversar sobre. Leitores são tudo de bom!

20 Pode ser estranho, mas eu leio todos os anúncios, panfletos, cartazes que encontro. Posso parar do nada da rua para ler algo que está escrito na parede e isso acontece muito no hospital com os cartazes sobre saúde, as vezes até decoro o que está escrito rs.


Espero que tenham gostado!

E aí pessoal, o que achou?? Amei participar desse projeto!




Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Resenhando: A guerra que salvou a minha vida, de Kimberly Bradley

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Oiie leitores, tudo bem?

A resenha de hoje é um livro, publicado nos Estados Unidos, como infanto juvenil mas que deveria ser lido por todos! 

O livro conta a história da jovem Ada que vive trancafiada em casa por conta do seu "pé torto". Sua Mãe não a permite que saia de casa, somente o caçula. Além de xingá-la e destratá-la diariamente. Ada já estava pensando que viveria assim para sempre. Ela em casa, cuidando do irmão Jamie. 


Até que a 2ª Guerra Mundial faz com que as crianças de Londres se refugiem no interior. A Mãe de Ada não permite que ela vá, mas a menina acaba fugindo com Jamie durante a manhã. Dotada de uma garra gigante, Ada rasteja, anda e manca. Faz o necessário para chegar até o colégio onde buscariam as crianças. Até que um amigo a carrega. 

Ada e Jamie são as últimas crianças a serem escolhidas e acabam indo morar com Suzie, que a principio não os queria. E esse trio vai criando laços muito fortes. Quando as crianças chegam elas desconhecem muita coisa ( a mãe dele os privava do conhecimento, além da liberdade). 

Com a Guerra Ada vai aprender que existem muitas guerras. E a maior delas é a que enfrentamos conosco. Com a nossa consciência. E Ada sofre com isso. Por muito tempo sua mãe lhe disse que ela não era capaz, tampouco merecedora. E ela demora a quebrar o gelo, se permitir aprender ler, escrever, costurar... 


Sim, Ada! Todos somos merecedores do amor, do conhecimento e da liberdade. E esse livro vai te mostrar esse outro lado da Guerra. A maior de todas e a que dura até hoje. Quem nunca se sentiu assim? O que não podemos é nos permitir perder. Por mais dificil que seja a batalha. 

Sem falar que a Darkside arrasou mais uma vez na diagramação. Além da fitinha clássica para nos ajudar a marcar, a parte interna está linda!


Super indico!! Acredito que todo deva ler. Uma leitura gostosa e de grandes aprendizados!

Beijos!





Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Tag: Frases de mãe

domingo, 14 de maio de 2017

Bomm dia, leitores!!

É dias das mães e venho responder uma tag super divertida proposta pela @estantecoloridaisis. #frasesdemãebooktag

- "Mãe, deixa eu ir todo mundo vai! - Você não é todo mundo" - Um livro que parece que todo mundo leu, menos você. 

R: Ah, vários! Ultimamente não paro de ver posts sobre Stephen King e Poe. 

"Na volta eu compro" - um livro que você demorou para comprar.

R: A série dos Irmãos Maddox. Já faz um ano que li Belo Desastre e sempre enrolei para comprar os outros. Mesmo querendo ler 

"Já falei que não e ponto final" - um livro que você não irá ler de jeito nenhum

R: Gente, sou medrosa à beçaaa! Então, NADA DE TERROR!!! Ou com capas Assustadoras: IT a coisa, Demonologista... Esses aí

"Se você cair e chorar, ainda por cima vai apanhar" - um livro que você sentia que o final seria decepcionante ou triste e leu mesmo assim. 

R: Por lugares íncriveis. Quando cheguei na metade do livro eu senti que o final seria triste, mas mesmo assim não consegui parar de ler (e super recomendo o livro!!). 

"Não está sentindo-se bem? Mamãe faz uma sopa" - tipo de livro que te dá sensação de aconchego. 

R: Romances daqueles beeem clichês. Ou pequeno príncipe e Extraordinário, que tem um lugarzinho no meu <3


"Você não sai daí enquanto não terminar" - livro que não largou até terminar. 

R: Melancia, da Marian Keyes. Li a madrugada inteira porque não conseguia parar de jeito nenhum!

"Não saí por aí sozinho que o homem do saco te leva embora" - livro que teu medo:

R: Já disse que sou medrosa? nhahahah Fiquei com medo depois de Caixa de Pássaros. Não podia cair uma folha que me assustava 

"O que tem para comer, mãe?" "Comida" - personagem sarcástico que você adora

R: Gus, de A culpa é das estrelas. Ele e suas metáforas <3 

"Reza para essa mancha sair do tapete" - livro que você torceu para algo acontecer e não aconteceu

R: O Beijo da Morte. Shippei um casal que não aconteceu (pelo menos no primeiro volume). Quem nunca? hahahah

"Passou um furacão nesse quarto?" - o quarto é desarrumado, mas a estante é impecável, não é? Como você organiza?

R: Gênero e tamanho

"Algum dia você vai me agradecer" - livro que você leu por indicação e gostou

R: Belo Desastre. Estou bem nostalgica com essa série hahahah

"Mamãe te ama mais que tudo" - o livro que você mais ama

R: Acho que todo mundo deveria ler Extraordinário. Maravilhoso <3 

Ameei essa tag! Sintam-se a vontade para responder. Quero ver o que escolheriam <3 

Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.
 
© Lê e Ler!, VERSION: 01 - BOOKS - outubro/2016. Todos os direitos reservados.
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